Tudo começou quando eu estava conversando com meu amante. Quer dizer, a amante era eu, porque essa pessoa tava casada, mas enfim, estávamos falando de um casal cujo um parente da menina havia morrido e o rapaz, o seu companheiro, que não era ainda um namorado, lhe dava muita atenção, se convertia em uma pessoa muito amável nesse momento. Eu comentava que achava isso lindo e que parecia que essa relação deles daria certo por conta dessa atenção que ele dedicou a ela nesse momento, então meu "caso", com quem eu tinha uma ótima relação, dizia ou de alguma forma demonstrava uma estranheza em relação ao que eu tava dizendo... Não concordava, achava que isso não queria dizer nada.
Ao longo do sonho muitas coisas aconteceram, eu morava com minha família numa casa grande e meu avó por parte de pai vinha morar conosco, mas acabava falecendo como realmente faleceu, perto do dia do seu aniversário que era no mesmo dia do da minha irmã. Nesse momento todo o sonho muda, de repente eu estou me vejo só, sem minha família, apenas com três pessoas, e nós tínhamos que passar por um lugar que era proibida a nossa entrada, não sei muito bem porque, mas que era super bem protegido. Isso tudo para chegar ao funeral do meu avô.
Aí começou a agonia, primeiro nós tirávamos a roupa pra que ninguém percebesse que a gente era de fora e ficávamos abaixadas ou escondidas em cada lugar que passávamos pra que nenhum dos guardas que as vezes apareciam na janela nos visse. Em uma sala dessa casa, que às vezes não parecia ser uma casa, estava cheia de gente e nós entramos e ficamos deitados no chão atrás de um sofá. Era estranho porque parecia que as pessoas nos viam, mas não nos olhavam e não falavam nada porque não nos conheciam, mas também não nos denunciavam aos seguranças do lado de fora. Bom, as duas pessoas que me acompanhavam que nesse momento era um rapaz negro e uma menina, começaram a cantar a música que estava tocando e tentaram se levantar pra olhar, como se achassem que poderiam participar, e eu ficava super irritada achando que assim eles estavam colocando em risco nossa segurança. Quando a música parou e todos foram embora, nos levantamos e eu fui pegar minha bolsa e meu casaco que estavam em uma cadeira, mas nesse momento me dei conta que essas coisas não eram mais minhas, que eu as havia deixado do lado de fora quando tirei a roupa pra fugir, para que ninguém visse que eu não era dalí, então minhas coisas foram dadas a outra pessoa... Essa percepção me dava um raiva, eu comecei a gritar com os dentes cerrados porque não podia fazer barulho e bater o meu casaco no chão, pensando, "Que merda, além de ser perseguida ainda tenho que ver que outras pessoas ficaram com as minhas coisas!"
Depois disso eu saí dessa sala e fui pra outro quarto pra ver se eu encontrava roupas pra vestir. No quarto onde entrei estavam roupas das minhas primas que estavam viajando, tudo muito organizado, eu já conhecia esse quarto, era como um anexo da casa que havia sido construído pra filha dos donos que havia se casado e morava aí... Outro ármario que eu abria só tinha roupas da minha mãe, sapatos e fotos com coisas escritas sobre meu irmão, comecei então a procurar uma foto que tivesse algo escrito sobre mim e de repente eu já estava em outro lugar, no mesmo que aparecia nas fotos que eu tava olhando. Era um deserto e eu tinha que fugir porque apareciam os guardas que haviam descuberto que havia invasores. Eu saí correndo do quarto pelas montanhas, primeiro porque alguma coisa me chamava atenção de longe e depois porque eu vi que estavam chegando os seguranças. Eu via também uma família que tentava fugir, mas as cercas elétricas magnéticas não deixavam... Esse sonho não teve fim, claro, a maioria dos sonhos não têm porque a gente acaba acordando em um momento de excitação do sonho, ou seja, se eu ainda estivesse dormindo, ainda estaria sonhando e capaz que até agora ainda não teria conexão com as outras partes dos sonho.
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