Hoje eu sonhei que ia me mudar pra casa onde hoje vive meu pai e meu irmão. Não tenho certeza como isso aconteceu, porque a parte da casa que eu tava indo morar é onde meu irmão mora hoje com os filhos... Mas enfim, eu levava todas as minhas coisas pra lá e levava as de Nanda também, como se ela tivesse concordado em viver lá comigo. Quando eu me dava conta que ela talvez não quisesse ir pra lá eu ficava pensando que ia me lascar pra levar tudo de volta e organizar.
Esse sonho foi bem real, mas assim como todo sonho, as coisas mudam de ordem e lugar e geralmente a gente não sabe muito bem como foi que a gente chegou ali, entendem? É que nem a frase que Flávia Suassuna dizia, entra por uma perna de pinto e sai por uma perna de pato...
Voltando, de repente aparece um monte de gente na casa, pessoas da minha família, meu namorado e pessoas que eu não conhecia. Parecia que era gente que vivia lá na mesma casa, como se fosse um prédio, meio cortiço onde todo mundo se metia na vida de todo mundo. Mais de repente ainda eu me vejo com um filho de três anos do meu lado, uma coisa fofa por sinal, e a gente ta no meio de uma confusão de família, é aí que eu decido sair com meu filho e Alexandre e digo pra ele, "ta vendo, a gente precisa encontrar um lugar pra gente morar só, não quero ninguém se metendo na vida da gente!"
Esse blog foi criado pra que eu possa escrever o que eu lembro dos meus sonhos quando acordo.
sábado, 31 de outubro de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Sonho de uma amiga que tá loooonge...

Recife, 30 de março de 2009.
Hoje sonhei que estava passando por um engarrafamento enorme no Centro da Cidade, provocado por uma passeata. Quem liderava o protesto era a cantora Clara Nunes, com seu hino “...mulata de Angola que traz o chocalho amarrado na canela, será que ela meche o chocalho ou o chocalho é que meche com ela...”. Havia muitas mulheres reunidas nas ruas, com cartazes e faixas reivindicando o direto de poderem mostrar ou exibir o tornozelo. Uma vez que isso não era permitido pela sociedade. Eu via isso tudo de longe, dentro de um carro, olhando pela janela do carro, no banco de trás. Clara Nunes era muito assediada pelos jornalistas. E seu sorriso era realmente lindo.
Esse meu sonho me fez lembrar (ou quem sabe foi o contrário. A minha lembrança foi que fez eu sonhar) uma história que meu pai me contou, a vários anos atrás. Meu avô paterno, Vovô George, quando jovem, ia às paradas dos trens apenas para espiar as moças levantando levemente os longos vestidos para subirem os degraus do trem. E, assim, ele podia ver rapidamente os tornozelos das meninas.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Minha irmã
Dia desses sonhei com minha irmã, como sempre um sonho meio doido, mas eu lembro que ela ia me buscar em casa e me levava pra conhecer o lugar onde ela tava morando. Era tudo meio esquisito, primeiro que o prédio ficava no meio do nada, parecia um pouco com alguns bairros novos em João Pessoa, com ruas de barro e terrenos baldios.
O estacionamento do prédio era um desses terrenos logo ao lado dele, ou seja, o próprio prédio não tinha estacionamento pros condôminos... O apartamento era legal, grande, acho que tinha uns três quartos e a divisão era parecida com a casa da Barão de Granito, do quarto que a gente dormia juntas.
Ela me levava pra um quarto, lá tinha um computador roxo, que eu perguntava: "Que computador roxo é esse?" e ela respondia, "Mandei ajeitar aquele de lá de casa e voltou assim...".
Os outros quartos tinha tudo que era dela, mas tava super bagunçado, cheio de caixas e roupas fora do lugar, não tinha nada organizado. Eu lembro que olhava tudo e ficava impressionada como minha irmã, uma pessoa tão preocupada com a ordem, poderia estar bem diante daquela bagunça.
No entanto eu olhava pra ela e a doida estava com um sorriso meio bobo, meio tranquilo, meio de quem estava feliz com tudo aquilo alí.
O estacionamento do prédio era um desses terrenos logo ao lado dele, ou seja, o próprio prédio não tinha estacionamento pros condôminos... O apartamento era legal, grande, acho que tinha uns três quartos e a divisão era parecida com a casa da Barão de Granito, do quarto que a gente dormia juntas.
Ela me levava pra um quarto, lá tinha um computador roxo, que eu perguntava: "Que computador roxo é esse?" e ela respondia, "Mandei ajeitar aquele de lá de casa e voltou assim...".
Os outros quartos tinha tudo que era dela, mas tava super bagunçado, cheio de caixas e roupas fora do lugar, não tinha nada organizado. Eu lembro que olhava tudo e ficava impressionada como minha irmã, uma pessoa tão preocupada com a ordem, poderia estar bem diante daquela bagunça.
No entanto eu olhava pra ela e a doida estava com um sorriso meio bobo, meio tranquilo, meio de quem estava feliz com tudo aquilo alí.
Um amigo falando dos meus sonhos
opa ju, tudo bom?
como eu te disse lá na tomazina, dia desses eu descobri teu blog e senti vontade de comentar contigo sobre ele.
coisa e outra, idéias meio confusas, acabou que nunca postei lá. mas eu queria falar um pouco dele sabe? é que teus textos me chamaram muito a atenção.
de cara, é como se eu me sentisse invadindo uma intimidade - nada pode ser mais íntimo que os nossos sonhos - e, como não faço parte das dinâmicas das pessoas citadas ou mesmo pouco conheço de vc, me sinto meio intruso entre seus relatos.
e esse ler sem conhecer gera, em algumas ocasiões, impactos de surpresa. o relato do sonho em que vc encontrou "pedro" é um deles. comecei a ler sem saber o que havia se passado com seu amigo (ou parente, mas pela forma carinhosa com que vc escreve, alguém querido). só no meio do texto pude entender melhor e me envolver ainda mais com a história.
em outros momentos, acaba surgindo alguns pontos de identificação. de situações e de sensações que costumam estar presentes também em sonhos meus. a sua impotência no relato do sonho do bar do "girador de ouro preto" e até mesmo os sonhos com o pai que não mora mais junto.
mas o que eu mais gosto nos seus relatos é narrativa, o jeito simples e natural com que cê conduz seus textos sobre coisas tão subjetivas. me admira sua coragem de relatar com tanta tranquilidade assuntos extremamente pessoais.
parando agora para pensar, acho que escrevi esse e-mail por duas razões. a primeira delas é tornar vc, de alguma forma, um pouco ciente do que a leitura dos teus posts me despertou/ta.
a segunda diz mais respeito àquele lance de me sentir um intruso em meio a tanta vida da qual quase nada sei. é como se essa mensagem servisse como uma carta de permissão, uma solicitação para poder, de quando em quando, me familiarizar, me surpreender, me encantar com teus sonhos.
posso, né?
=***
--
:.
gatis
como eu te disse lá na tomazina, dia desses eu descobri teu blog e senti vontade de comentar contigo sobre ele.
coisa e outra, idéias meio confusas, acabou que nunca postei lá. mas eu queria falar um pouco dele sabe? é que teus textos me chamaram muito a atenção.
de cara, é como se eu me sentisse invadindo uma intimidade - nada pode ser mais íntimo que os nossos sonhos - e, como não faço parte das dinâmicas das pessoas citadas ou mesmo pouco conheço de vc, me sinto meio intruso entre seus relatos.
e esse ler sem conhecer gera, em algumas ocasiões, impactos de surpresa. o relato do sonho em que vc encontrou "pedro" é um deles. comecei a ler sem saber o que havia se passado com seu amigo (ou parente, mas pela forma carinhosa com que vc escreve, alguém querido). só no meio do texto pude entender melhor e me envolver ainda mais com a história.
em outros momentos, acaba surgindo alguns pontos de identificação. de situações e de sensações que costumam estar presentes também em sonhos meus. a sua impotência no relato do sonho do bar do "girador de ouro preto" e até mesmo os sonhos com o pai que não mora mais junto.
mas o que eu mais gosto nos seus relatos é narrativa, o jeito simples e natural com que cê conduz seus textos sobre coisas tão subjetivas. me admira sua coragem de relatar com tanta tranquilidade assuntos extremamente pessoais.
parando agora para pensar, acho que escrevi esse e-mail por duas razões. a primeira delas é tornar vc, de alguma forma, um pouco ciente do que a leitura dos teus posts me despertou/ta.
a segunda diz mais respeito àquele lance de me sentir um intruso em meio a tanta vida da qual quase nada sei. é como se essa mensagem servisse como uma carta de permissão, uma solicitação para poder, de quando em quando, me familiarizar, me surpreender, me encantar com teus sonhos.
posso, né?
=***
--
:.
gatis
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pedro
Sonhei com Pedro, depois de tanto tempo sonhei com ele de novo. Às vezes me sinto meio mal por "esquecer" dele, de levar uma vida normal, como se nada tivesse acontecido, mas acho que é isso mesmo, né?
Bom, o sonho eu lembro em partes, girou todo em torno de uma foto que alguém havia tirado no momento em que eu tava pensando em Pedro, pedindo que ele tivesse por perto, pedindo que ele me protegesse. Quando vieram me mostrar a foto eu vi que Pedro aparecia perto de onde eu estava quando tiraram a foto, mas eu não aparecia, mas isso não era um problema... Eu sei que todo mundo ficava querendo ver a foto enquanto eu ficava pensando que ele vivia em algum lugar agora, que existe algum tipo de vida depois de morrer...
Até que a gente foi ver a foto de perto, com uma lupa ou alguma coisa assim e, na verdade era Rafael que aparecia na foto e não Pedro.
Então tive que explicar isso pra Elisete que ficou toda triste e eu pensando que mais uma vez eu continuava sem ter notícias do meu primo...
Bom, o sonho eu lembro em partes, girou todo em torno de uma foto que alguém havia tirado no momento em que eu tava pensando em Pedro, pedindo que ele tivesse por perto, pedindo que ele me protegesse. Quando vieram me mostrar a foto eu vi que Pedro aparecia perto de onde eu estava quando tiraram a foto, mas eu não aparecia, mas isso não era um problema... Eu sei que todo mundo ficava querendo ver a foto enquanto eu ficava pensando que ele vivia em algum lugar agora, que existe algum tipo de vida depois de morrer...
Até que a gente foi ver a foto de perto, com uma lupa ou alguma coisa assim e, na verdade era Rafael que aparecia na foto e não Pedro.
Então tive que explicar isso pra Elisete que ficou toda triste e eu pensando que mais uma vez eu continuava sem ter notícias do meu primo...
terça-feira, 17 de março de 2009
Simples assim
Essa noite sonhei que estava num lugar que parecia muito as estradinhas de Gravatá, pista de barro, vegetação ao redor, cercas e uma porteira. Havia acontecido algo de ruim com Cecília, não sei exatamente o que, mas sei que por causa desse problema ela estava bêbada.
Das pessoas que estavam, que acho que eram umas quatro, só lembro de mim, Fábio e minha prima Keila. A gente tava andando, saindo pela porteira quando de repente aparece um Gol e é Cecília, de camisola, dirigindo desgovernadamente. Aí todo mundo começou correr de um lado para o outro e gritando pra tentar convence-la a parar, mas ela ficava dando voltas e cavalos de pau no carro, enquanto ria muito... Até que alguma menina conseguiu chegar até o carro e de alguma forma fez ela parar. Aí Cecília saiu do carro rindo e todo mundo sentado no chão cansado de ficar correndo tanto se sentiu aliviado por ninguém ter se machucado. Mas pensando também em como resolver esse problema... O estranho é que agora que lembrei, enquanto acontecia isso tudo, algumas pessoas vinham caminhando em nossa direção, eles vinham de uma montanha, foram ver alguma coisa que eu havia indicado, eu não conhecia muito bem essas pessoas, só meu ex namorado que tava com a namorada que vinha falando da lua iluminando o chão.
Quando tudo terminou e todos estavam juntos, fiquei pensando, ou falei, que esse ano os problemas estão surgindo aos montes, mas de alguma forma a gente ta conseguindo resolver tudo e ficar bem.
Meio clichê demais, né? Mas eu acho que é simples assim mesmo...
Das pessoas que estavam, que acho que eram umas quatro, só lembro de mim, Fábio e minha prima Keila. A gente tava andando, saindo pela porteira quando de repente aparece um Gol e é Cecília, de camisola, dirigindo desgovernadamente. Aí todo mundo começou correr de um lado para o outro e gritando pra tentar convence-la a parar, mas ela ficava dando voltas e cavalos de pau no carro, enquanto ria muito... Até que alguma menina conseguiu chegar até o carro e de alguma forma fez ela parar. Aí Cecília saiu do carro rindo e todo mundo sentado no chão cansado de ficar correndo tanto se sentiu aliviado por ninguém ter se machucado. Mas pensando também em como resolver esse problema... O estranho é que agora que lembrei, enquanto acontecia isso tudo, algumas pessoas vinham caminhando em nossa direção, eles vinham de uma montanha, foram ver alguma coisa que eu havia indicado, eu não conhecia muito bem essas pessoas, só meu ex namorado que tava com a namorada que vinha falando da lua iluminando o chão.
Quando tudo terminou e todos estavam juntos, fiquei pensando, ou falei, que esse ano os problemas estão surgindo aos montes, mas de alguma forma a gente ta conseguindo resolver tudo e ficar bem.
Meio clichê demais, né? Mas eu acho que é simples assim mesmo...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Pelicano
Tem sonho que eu não gosto de escrever porque alguns são muito estranhos e eu acordo com sentimento ruim. Mas faz tanto tempo que não escrevo e esse ainda está tão nítido ainda que resolvi escrever. É bem curtinho.
Estávamos mila e eu andando por algum bairro estranho, parecia alguma rua próxima a Imbiribeira, e a gente estava cutucando pelicanos e eu não sei bem o que fazíamos com eles, mas acho que era algo sobre tirar a pena deles de algum lugar do corpo... O que importa é que eu comecei a fazer isso enquanto mila ficava longe rindo junto com zé que apareceu em algum momento. Foi quando um dos pelicanos agarrou bem forte o meu braço e mordeu ou furou, arrancando um pedaço!
Mila veio correndo me socorrer pra me levar de táxi a um hospital, mas nenhum táxi parava porque as pessoas do bairro estavam revoltadas com a nossa "brincadeira" em relação às aves e diziam aos taxistas que não parassem e eu chorava desesperadamente, mostrando minha ferida pra tentar comover as pessoas a deixarem a gente pegar um táxi, mas eles estavam irredutíveis, até que um rapaz "autorizou" e um táxi vazio passou mas não parou e eu continuei berrando na rua e mila correndo desesperada atrás de um táxi.
Estávamos mila e eu andando por algum bairro estranho, parecia alguma rua próxima a Imbiribeira, e a gente estava cutucando pelicanos e eu não sei bem o que fazíamos com eles, mas acho que era algo sobre tirar a pena deles de algum lugar do corpo... O que importa é que eu comecei a fazer isso enquanto mila ficava longe rindo junto com zé que apareceu em algum momento. Foi quando um dos pelicanos agarrou bem forte o meu braço e mordeu ou furou, arrancando um pedaço!
Mila veio correndo me socorrer pra me levar de táxi a um hospital, mas nenhum táxi parava porque as pessoas do bairro estavam revoltadas com a nossa "brincadeira" em relação às aves e diziam aos taxistas que não parassem e eu chorava desesperadamente, mostrando minha ferida pra tentar comover as pessoas a deixarem a gente pegar um táxi, mas eles estavam irredutíveis, até que um rapaz "autorizou" e um táxi vazio passou mas não parou e eu continuei berrando na rua e mila correndo desesperada atrás de um táxi.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Tentando voltar
Vou tentar voltar a escrever, não porque lembrei de algum sonho legal, mas pra voltar a escrever livremente, sobre coisas não necessárias...
sábado, 3 de janeiro de 2009
Bicicletadas
Hoje aconteceu uma coisa muito chata comigo que me deixou bem triste. Então resolvi escrever sobre isso aqui pra quem quiser ler.
Ultimamente tenho andado muito de bicicleta e sempre que é possível ir pra algum lugar de bike eu vou. Primeiro porque eu gosto e depois porque eu acho um ótimo meio de transporte. Ando pelas ciclovias, quando tem, e tento evitar a rua pra não ter problemas com os carros. Mas como a nossa cidade não é muito bem provida de ciclovias torna-se inevitável andar pelas ruas. Foi o que aconteceu hoje quando voltava pra casa. Como venho sempre pela orla só pego um pequeno trecho pela rua, atravessando três sinais na Antônio Falcão. Enfim, quando vinha hoje, atravessando o último sinal, que estava aberto, veio um carro me trancando no meio fio e achando engraçado o fato de estar fazendo aquilo (quando passou por mim a janela do carro estava aberta e o casal que estava dentro soltou alguma gracinha), então, quando ele passou por mim eu me desequilibrei e caí para o lado da rua enquanto o sinal ainda estava aberto. Felizmente não vinha carro atrás desse cara, resultando apenas em alguns arranhões e uma indignação da minha parte diante de uma "brincadeira" como essa.
Fiquei pensando em pessoas que todos os dias vão trabalhar de bicicleta e convivem constantemente com situações como essa ou ainda piores. Também não entendo como há pessoas que sentem prazer em desenvolver um tipo de comportamento que pode causar dano a outras.
Não gostaria de deixar de andar de bike por causa disso, pelo contrário, queria poder fazer disso um meio de transporte diário. Acredito que existe uma fórmula bem simples sobre isso: quanto mais gente andando de bicicleta maior vai ser a preocupação da prefeitura em relação aos ciclistas. Eu só não gostaria que tivesse que acontecer um acidente muito trágico comigo ou com qualquer outra pessoa (que já aconteceu na Imbiribeira, um motorista de ônibus avançou sobre um senhor na bicicleta e ele morreu) pra que seja feito algo a respeito.
Então deixo aqui um pedido de maior atenção às pessoas que dirigem e não são muito pacientes com ciclistas. Acredito que não vale à pena a gente ferir alguém pra tentar provar algo ou pra se satisfazer através de alguma brincadeira maldosa.
Ultimamente tenho andado muito de bicicleta e sempre que é possível ir pra algum lugar de bike eu vou. Primeiro porque eu gosto e depois porque eu acho um ótimo meio de transporte. Ando pelas ciclovias, quando tem, e tento evitar a rua pra não ter problemas com os carros. Mas como a nossa cidade não é muito bem provida de ciclovias torna-se inevitável andar pelas ruas. Foi o que aconteceu hoje quando voltava pra casa. Como venho sempre pela orla só pego um pequeno trecho pela rua, atravessando três sinais na Antônio Falcão. Enfim, quando vinha hoje, atravessando o último sinal, que estava aberto, veio um carro me trancando no meio fio e achando engraçado o fato de estar fazendo aquilo (quando passou por mim a janela do carro estava aberta e o casal que estava dentro soltou alguma gracinha), então, quando ele passou por mim eu me desequilibrei e caí para o lado da rua enquanto o sinal ainda estava aberto. Felizmente não vinha carro atrás desse cara, resultando apenas em alguns arranhões e uma indignação da minha parte diante de uma "brincadeira" como essa.
Fiquei pensando em pessoas que todos os dias vão trabalhar de bicicleta e convivem constantemente com situações como essa ou ainda piores. Também não entendo como há pessoas que sentem prazer em desenvolver um tipo de comportamento que pode causar dano a outras.
Não gostaria de deixar de andar de bike por causa disso, pelo contrário, queria poder fazer disso um meio de transporte diário. Acredito que existe uma fórmula bem simples sobre isso: quanto mais gente andando de bicicleta maior vai ser a preocupação da prefeitura em relação aos ciclistas. Eu só não gostaria que tivesse que acontecer um acidente muito trágico comigo ou com qualquer outra pessoa (que já aconteceu na Imbiribeira, um motorista de ônibus avançou sobre um senhor na bicicleta e ele morreu) pra que seja feito algo a respeito.
Então deixo aqui um pedido de maior atenção às pessoas que dirigem e não são muito pacientes com ciclistas. Acredito que não vale à pena a gente ferir alguém pra tentar provar algo ou pra se satisfazer através de alguma brincadeira maldosa.
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