opa ju, tudo bom?
como eu te disse lá na tomazina, dia desses eu descobri teu blog e senti vontade de comentar contigo sobre ele.
coisa e outra, idéias meio confusas, acabou que nunca postei lá. mas eu queria falar um pouco dele sabe? é que teus textos me chamaram muito a atenção.
de cara, é como se eu me sentisse invadindo uma intimidade - nada pode ser mais íntimo que os nossos sonhos - e, como não faço parte das dinâmicas das pessoas citadas ou mesmo pouco conheço de vc, me sinto meio intruso entre seus relatos.
e esse ler sem conhecer gera, em algumas ocasiões, impactos de surpresa. o relato do sonho em que vc encontrou "pedro" é um deles. comecei a ler sem saber o que havia se passado com seu amigo (ou parente, mas pela forma carinhosa com que vc escreve, alguém querido). só no meio do texto pude entender melhor e me envolver ainda mais com a história.
em outros momentos, acaba surgindo alguns pontos de identificação. de situações e de sensações que costumam estar presentes também em sonhos meus. a sua impotência no relato do sonho do bar do "girador de ouro preto" e até mesmo os sonhos com o pai que não mora mais junto.
mas o que eu mais gosto nos seus relatos é narrativa, o jeito simples e natural com que cê conduz seus textos sobre coisas tão subjetivas. me admira sua coragem de relatar com tanta tranquilidade assuntos extremamente pessoais.
parando agora para pensar, acho que escrevi esse e-mail por duas razões. a primeira delas é tornar vc, de alguma forma, um pouco ciente do que a leitura dos teus posts me despertou/ta.
a segunda diz mais respeito àquele lance de me sentir um intruso em meio a tanta vida da qual quase nada sei. é como se essa mensagem servisse como uma carta de permissão, uma solicitação para poder, de quando em quando, me familiarizar, me surpreender, me encantar com teus sonhos.
posso, né?
=***
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gatis
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