Essa noite eu sonhei que tinha falado com meu pai desde aqui da Espanha, igual como fiz ontem a noite, ele me pergunta como eu estava, se eu estava bem, segura, com saúde e eu dizia que sim, mas em um certo momento da conversa ele dizia que eu deveria ter uma pistola, um revólver pra me defender porque o mundo estava muito perigoso.
Depois do telefonema, fiquei pensando nisso, falei com mainha e ela ficou de comprar a tal pistola.
Então fui visitar a família, lá em Campina Grande, estava na casa de Tia Lucinha, quando eu vi Zilda de cabelo cortado, super bonito, ficamos na cozinha conversando, em uma casa que na verdade não parecia a casa de tia Lucinha, mas eu entendia que estávamos na sua casa.
Pouco tempo depois da minha chegada minha mãe entra na casa com uma cara muito triste, muito deprimida, acho que porque ela pensava que era horrível que eu carregasse uma arma comigo, mas ao mesmo tempo ela sabia que era necessário.
Ela me chamou até o quarto porque havia comprado a pistola e queria que eu a visse. Entramos no quarto, que parecia um quarto de criança, contrastando com aquele objeto terrível que eu tinha nas mãos. Eu abri o pacote e tirei o revólver para vê-lo, era grande demais, tinha uma superfície de camurça negra, parecia um brinquedo. Então tirei todas as balas que estavam no tambor, como se seu soubesse o que estava fazendo, e comecei a tentar mirar nas coisas para ver se eu conseguiria atirar bem, como em um bonequinho colorido que estava vulnerável sob uma cômoda.
Ao mesmo tempo eu ficava pensando, esse negócio é muito grande, não cabe na bolsa, onde vou levar essas coisa? Em que momento eu vou sacar essa arma pra atirar em alguém?
Felizmente acordei antes que eu tivesse que usá-la.
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